Março 27, 2008

Quando comecei este blog prometi que iria mantê-lo vivo ao menos por um ano, independente do número de leitores, críticas ou qualquer outra coisa. A idéia era que ele funcionasse como embrião de algo maior, uma espécie de laboratório que culminaria em um site profissional ou revista gratuita, que por sua vez seria meu trabalho de conclusão de curso para a faculdade (btw, sou estudante de jornalismo da USP).
O tempo passou e a idéia do TCC foi perdendo força. Não parecia mais tão inovadora. Revistas “gays”, como a Junior e a DOM, surgiram no Brasil cobrindo parte do buraco no mercado editorial com o qual pensava dialogar. Contudo, meu tesão pelo blog só aumentava. Me sentia orgulhoso de fazer algo com as próprias mãos e com total liberdade. De falar de coisas que eu gostava sem compromisso nenhum. Até fiz um cartão de visitas com a URL, email para contato e a imagem do header do blog. Com o passar do tempo percebi que postar funcionava quase como uma terapia. Quando não postava ficava mal.
Do primeiro post, publicado em abril de 2007, até hoje, o Blog do Junior acumulou cerca de 30 mil visualizações. Fomos linkados em sites legais, como Erika Palomino, Mix Brasil, além de diversos outros blogs. Algumas coisas publicadas aqui chegaram a ser impressas, como a mega visitada entrevista com o François Sagat, e até proposta de anunciante eu recebi (nem cheguei a respondê-los). Foi graças ao blog que também consegui um ótimo estágio.
Mas a verdade é que o tempo anda pouco e, além do estágio, também estou tocando outro projeto grande, um documentário que é minha nova proposta de TCC. Postar aqui ficou cada vez mais difícil. Confesso que rola uma frustração. Afinal, me habituei a ter idéias e imediatamente pensar “isso é bom para o blog”. Agora mesmo gostaria de atualizar a página do blog no flickr com fotos de uma exposição do Gilbert & George que vi nos EUA. Mas ao mesmo tempo não me sinto bem escrevendo posts burocráticos. Quem ler os primeiros posts vai perceber como eles eram mais soltos e divertidos. É a falta de tempo que me obriga a passar a informação de forma seca e direta. Não gosto!
Por tudo isso, e também por que nos próximos meses preciso absolutamente estar focado na produção do filme, resolvi “fechar” o Blog do Júnior. Snif! Ao menos temporariamente esta página não será mais atualizada. O site continuará no ar, na esperança de que uma vez passada a tempestade eu consiga voltar a postar aqui. Por enquanto, fica meu tchau e muito obrigado aos que investiram alguns minutos de suas navegações lendo minhas maluquices. Valeu queridos!
Foto de Naiaforever
Jr*
Fevereiro 18, 2008

Nova York, Paris, Londres, São Paulo, Tokyo, Berlin, São francisco… está lançada a competição para ver qual é a cidade mais bem vestida do planeta fashion. Batizada de Street Clash, a disputa é o resultado do esforço de blogueiros e fotógrafos de todos os cantos do globo e funciona da seguinte maneira:
1) Uma foto de cada cidade candidata ao pódium é submetida à votação no blog oficial do projeto .
2) Leitores avaliam o conjunto de fotos de diversos lugares dando notas de 1 à 5.
3) As 32 cidades mais bem cotadas entram de vez na competição, que colocará duas cidades por semana no ringue. Conforme uma for eleminando sua concorrente a seleção natural vai sendo feita, até que se descubra a cidade mais bem vestida.
Em 2007 a vencedora foi Telaviv. Este ano a competição foi lançada há pouco mais de um mês e o caminho até as finalíssimas ainda é longo. Mas melhor que voltar é ver os looks dos mais diversos lugares e se inspirar para criar você mesmo suas novas (des)combinações.
Jr*
Fevereiro 17, 2008
Desde criança sob os holofotes do showbusiness, Ari Gold teve que escolher a independência musical para cantar o amor entre homens.

Não fosse o conservadorismo da indústria fonográfica norte-americana, talvez Ari Gold fosse hoje o novo Justin Timberlake ou Kaney West. Com músicas pop de levada R&B, grooves somados a uma voz suave, além do carisma e a preocupação estética típicos de um popstar, Ari só não está no patamar dos cantores supracitados por falar do amor entre dois homens em suas letras. Após chamar a atenção da mídia gay em 2001 com seu disco de estréia, o bonitão chega ao terceiro álbum mantendo intactos o orgulho de ser gay e o espírito “do it yourself” (faça você mesmo).
Transport System, como foi batizado o novo disco, é o primeiro lançado fora de sua própria gravadora, a Gold 18, que publicou seus dois primeiros albums. A independência no início da carreira se justifica pela bem resolvida sexualidade de Ari, que negou propostas de grandes gravadoras que o pediam para “ficar dentro do armário”.
Atualmente com 30 anos, Ari começou sua carreira ainda na infância. Com cinco anos, chamou a atenção da família ao cantar no bar mitzvah (espécie de baile de debutantes para meninos judeus) de seu irmão. Chegou a gravar 400 jingles, além de ter dublado e atuado em séries da TV. Até um backing vocal para Diana Ross esse filho de judeus ortodoxos tem no currículo.
O precoce atrito entre a cultura judaica e o showbusiness quando criança e o posterior conflito sexualidade versus imposições do mercado da música, são alguns dos temas discutidos na entrevista que Ari cedeu ao Blog do Junior. Veja a conversa de pois do pulo.
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