A idéia é simples: contar e recontar histórias de mulheres brasileiras. Ora relatadas por suas verdadeiras protagonistas ora interpretada por atrizes, tanto famosas como desconhecidas. Contrapondo as duas formas de relato, Eduardo Coutinho, consegue emocionar o público com o documentário Jogo de Cena, mais uma obra-prima do cineasta.
O que é mais emocionante, cativante ou convincente? O relato da experiência vivida ou a releitura de quem vive da arte de interpretar. Como explica Fernanda Torres no longa, um personagem de ficção pode ser convincente mesmo que sob uma atuação medíocre. Mas como equiparar-se ao relato vivo, cheio de memórias, de uma pessoa feita, formada, já construída? Qual é o limite de atuação de uma ator? A resposta para essas perguntas fica mais difícil após assitir dois relatos semelhantes , ambos convincentes, contados por pessoas diferentes. Quem é a atriz e quem é a personagem real?
Com apenas um anúncio no jornal, um banquinho em um palco de teatro e a força de temas recorrentes do universo feminino, como a gravidez e a relação com os filhos, esse macaco-velho chamado Coutinho conseguiu inspirar animadas conversas após o término da seção. Nada como um bom filme para fechar a semana. Veja trailer depois do pulo.
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