Monthly Archives: Maio 2007

O retorno do poliglota Chao

Manu Chao

Depois de séculos sem lançar algo novo, o françês mais latino-americano do mundo da música resolveu dar as caras novamente. Estou falando do Manu Chao, que liberou download de seu novo single “Rainin in Paradise” em seu site oficial. A música faz parte do novo álbum, entitulado “La Radiolina”, que será lançado em setembro.

Manu Chao, que ficou conhecido com os discos “Clandestino” (1998) e “Proxima Estation: Esperenza” (2001), não chega a inovar muito no novo single. Mas quem disse que é preciso? A música traduz bem o ambiente festivo que costuma dominar os shows de Manu Chao e deve agradar os que esperavam novidades do artista (tipo eu).

Depois de “Proxima Estation”, Manu Chao só havia lançado algo novo em 2004, quando saiu o conceitual disco “Sibérie m’était contée”, todo em francês. Para “La Radiolina” o músico promete voltar ao plurilinguismo que o fez celébre, misturando francês, inglês, espanhol e português.

Manu Chao – Raining Paradise

Jr*

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Born to be porn: do consulado às telas

Born to be porn

De onde vêem os astros pornôs?

Ex-funcionário do consulado de Israel em Nova York, Dror Barak por exemplo, teve sua segunda profissão “exposta” em artigo do diário New York Post.

Vítima da fama adiquirida por Roman Ragazzi, nome de guerra que adota nos filmes em que atua, Barak foi forçado a pedir demissão do consulado após o vazamento da notícia.

Antes de cuidar da diplomacia do oriente médio, Barak foi estudante em Relações Internacionais e cursou mestrado em Admnistração Pública,

Já o modelo argentino Dionisio Heidersheid, abreviou seu nome para D.O. assumindo abertamente sua verdadeira vocação. Segundo o site argentino SentidoG.com, foi o próprio ex-modelo que correu atrás de uma produtora reçém aberta para oferecer seus serviços.

Jr*

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Vídeo: hormônios maternos podem interferir na sexualidade

V�deo: hormônios maternos podem interferir na sexualidade

A discussão já é antiga: onde está a origem do homosexualismo? Na educação recebida ou no código genético? O debate foi (re)lançado pelo site do 60 Minutes, que publicou uma dezena de mini-videos que mostram as novas tendências científicas sobre o assunto.

Um dos vídeos traz o exemplo de dois garotos gêmios bivitelínicos que possuem comportamento diametralmente opostos, com um deles sendo afeminado. A diferença seria um sinal da orientação sexual gay nos próximos anos para um deles.

Tal caso reforça a idéia de que a causa não seja externa e sim interna, isto é, no código genético, já que em tese os dois recebem a mesma educação. Mas o que dizer de gêmios univetelínicos com orientações sexuais diferentes? Afinal, estes possuem o mesmo código genético.

Para explicar esses casos os cientistas da reportagem afirmam que o homosexualismo talvez não seja completamente genético e que o ambiente pode sim influenciar nas diferenças comportamentais. Mas eles não fazem referência ao ambiente familiar, e sim ao intra-uterino, onde descargas hormonais da mãe poderiam estar relacionadas ao futuro comportamento sexual do indivíduo. Testes feitos com ratos exemplificam o caso.

As pesquisas também mostram algumas coisas absurdas, como o fator “irmão mais velho”. A idéia defendida é que o número de irmãos mais velhos homens aumentaria a probabilidade do filho caçula ser gay. Análises sobre a forma de falar de gays também podem ter sido mal abordadas pela reportagem reforçando algums preconceitos.

Mesmo assim acho que vale a pena conferir o material. Acima de tudo é ressaltada a idéia de que não se trata de uma escolha. É algo muito maior do que uma simples diferença de preferência sexual, é algo fisiológico, o que de quebra funciona como ótimo argumento anti-homofóbico.

Clique aqui para ver os vídeos (reportagem em inglês).

Jr*

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Atenção: electro-pop cortante

 

Eles já estão na estrada há muito tempo (desde 1999), mas só foram cair na minha biblioteca musical nos últimos dias. E mal chegaram já dominaram a playlist das mais executadas. Estou falando do The Knife. Já conhecem?

Vindos da Suécia, a dupla formada pelo casal de irmãos Karin Dreijer Andersson e Olof Dreijer não é chegada nas mídias do mainstream quando o assunto é a divulgação de suas produções (talvez por isso tenha demorado tanto para descobri-los).

Apesar das boas críticas a seus quatro álbuns e das várias premiações recebidas, eles quase nunca cedem entrevistas, só divulgam fotos em que estão mascarados (uma coisa assim meio Daft Punk), e só começaram a fazer shows ao vivo no ano passado. Os clipes também fazem mistério quanto a identidade da dupla, já que são normalmente interpretados por terceiros ou chegam em forma de (ótimas) animações.

O clipe que destacamos na primeira parte do post é meio antiguinho já, data de 2003. A música chama-se “Pass This On”, e é dublada no vídeo pela dragqueen sueca Rickard Engfors. No quarto e mais recente trabalho do The Knife, o “Silent Shout”, destaque para a canção que dá título ao álbum e para “Marble House” (que destacamos na segunda parte do post).

Jr*

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Sexxxquenta!!!!!!

Mais uma musiquinha ideal para ir se produzindo e se aquecendo antes de cair na balada.”Beautiful Life”, do Gui Boratto, é a sugestão dessa semana do Sexxxquenta!!!!

Escutei muito essa música no último mês e recentemente descobri o vídeo clipe na internet, feito com imagens do lançamento do álbum Chromophobia, o primeiro do DJ. Nada tão genial não fosse as imagens terem sido colhidas no clube D-Edge, em São Paulo, onde rolou o lançamento oficial do disco.

Acontece que o autor desse blog tem um afeto bizarro com o tal clubinho paulistano e por isso ficou meio emocionado ao ver as imagens feitas pela equipe da TV Noise.

É… rolou uma saudade do D-edge, de São Paulo, do Brasil (no momento estou escrevendo diretamente da França só para constatar), de um momentinho da minha vida…. enfim…. chega de lamentações e vamos à música…

E aquele banheiro misto hein? é tudo!

Jr*

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E a rainha do baile deste ano é… o Joãozinho

Rainha do Baile

Poderia ser mais uma edição do clichê norte-americano das festas de formatura de high school (equivalente ao nosso 2º Grau) não fosse a surpresa na hora de anúnciar a rainha do baile. É que em uma escola em Fresno, nos Estados Unidos, a vencedora do título neste ano foi um garoto, o aluno Johnny Vera, mais conhecido como ‘Crystal’, nome que adotou para sua identidade transgênera.

Segundo matéria do MSNBC.com, Crystal teria se inscrito na disputa apenas para chamar a atenção da escola e de sua comunidade com a intensão de passar uma mensagem positiva de tolerância.

Mas mesmo não sendo o objetivo principal do aluno, a vitória se concretizou servindo como prova do apoio recebido dos colegas de classe.

Notícia lembra roteiro de Brian de Palma

Ao ler essa notícia lembrei do ótimo filme Carrie, dirgido por Brian de Palma e lançado em 1976. Inspirado em um romance de Stephen King, o longa foi um dos primeiros e um dos mais originais a abordar a crueldade nas relações sociais durante a adolescência.

É um filme de terror em que a protagonista é a típica aluna perseguida do colégio. Carrie cai na armadilha combinada entre os outros alunos e acredita na ilusão de ser coroada rainha do baile. Desmascarada a farsa, a personagem se revolta e usa seus poderes telepáticos para se vingar de todos. São cenas clássicas.

A Crystal, de Fresno, é a Carrie da vida real, com a diferença que não há armadilhas. Ela consegue de certa forma personalisar a resposta (por que não dizer a vingança ) aos padrões impostos de beleza e sexualidade. Padrões que alimentam os cruéis e ortodoxos julgamentos juvenis e as práticas de bullying.

Jr*

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Tirem os avós da sala

Brokeback Mountain

Saiu em diversos jornais, revistas e sites norte-americanos o caso dos avós de uma estudante de 12 anos que estão processando a secretaria de educação de Chicago, nos Estados Unidos, pela projeção do filme Brokeback Mountain durante aula para alunos da 8ª série de uma escola de Ashburn.

O filme de Ang Lee, que conta a história de dois cowboys que lutam para esconder seu relationamento amoroso, teria traumatizado a estudante Jessica Turner. Segundo fala do avô Mr. Kenneth Richardson, publicada no FoxNews.com, após assistir o filme sua neta teve que ser submetida a tratamento psicológico.

“É muito importante para mim que minha criança não seja exposta a isso”, teria dito o avô que pede indenização de 500 mil dólares.

Se o filme de Ang Lee é adequado ou não à faixa etária de 12 anos isso é uma questão que deve ser discutida sob a óptica dos critérios da censura. De qualquer forma, acredito que a obra, lançada em 2005 e vencedora de três Oscars, está longe de ser algo traumático. Ao contrário, trata-se de uma forma bastante delicada, poética e nem um pouco vulgar de mostrar como é possível existir uma relação entre pessoas do mesmo sexo.

É por essas e outras que às vezes vejo com certo receio a participação da família em atividades escolares. Tenho medo que o tal voluntariado dos pais, por exemplo, deixe de ser algo complementar passando a interferir na ação dos verdadeiros responsáveis pelas atividades escolares. Antes dos “amigos da escola”, existem os professores, que são em tese os mais preparados para lidar com os alunos.

Jr*

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