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Ubuweb

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Jr*

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Encantada dá novo fôlego à Disney

Encantada

Encantada Encantada Encantada

Na era do Shrek, filmes como Cinderela, Pequena Sereia ou outros que remontam ao passado das animações feitas à lápis, parecem mais histórias para terceira idade. É que ninguém, nem mesmo as crianças, parece ver mais graça nas aguadas e românticas histórias das princesas da Disney. Mas a chegada de Gisele (quer nome mais atual?) deve mudar essa constatação. Em cartaz nos cinemas, o filme “Encantada” foi a melhor pedida para fechar o domingão ontem. Prepare-se para rir!

A história gira em torno de uma linda moça de Andalasia que como toda joven dos contos de fadas sonha em se casar. Por conta da armadilha de uma malvada madastra, Gisele vai parar em Nova York e se vê de frente ao mundo real. O resultado é o engraçado embate entre o racionalismo urbano e o idealismo escapista do mundo encantado, que além de garantir ótimas risadas possui status de marco histórico para Disney, que sempre resistiu em parodiar seus clássicos personagens. Com “Encantada” a mítica empresa que criou Mickey Mouse se renova apelando para estratégias lançadas pela concorrência (leia-se DreamWorks). Prova do grande passo realizado pela compania é que o filme levou cerca de 10 anos para sair do papel e começar a ser produzido.

Melhores momentos:

-Gisele acorda feliz e sai cantante à janela para chamar seus amiguinhos animais. Nada demais, não se encontrasse a moça em plena Manhattan, com seus típicos representantes da fauna urbana, como ratos, baratas e pombos sujos.

-Príncipe Eduard à caça de um monstro verde solta a frase “Não é um Ogro que vai me vencer” em uma nítida provocação à DreamWorks.

Jr*

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Mulheres entre o palco e a platéia

Jogo de Cena 1    Jogo de Cena 2

Jogo de Cena 3    Jogo de Cena 4

A idéia é simples: contar e recontar histórias de mulheres brasileiras. Ora relatadas por suas verdadeiras protagonistas ora interpretada por atrizes, tanto famosas como desconhecidas. Contrapondo as duas formas de relato, Eduardo Coutinho, consegue emocionar o público com o documentário Jogo de Cena, mais uma obra-prima do cineasta.

O que é mais emocionante, cativante ou convincente? O relato da experiência vivida ou a releitura de quem vive da arte de interpretar. Como explica Fernanda Torres no longa, um personagem de ficção pode ser convincente mesmo que sob uma atuação medíocre. Mas como equiparar-se ao relato vivo, cheio de memórias, de uma pessoa feita, formada, já construída? Qual é o limite de atuação de uma ator? A resposta para essas perguntas fica mais difícil após assitir dois relatos semelhantes , ambos convincentes, contados por pessoas diferentes. Quem é a atriz e quem é a personagem real?

Com apenas um anúncio no jornal, um banquinho em um palco de teatro e a força de temas recorrentes do universo feminino, como a gravidez e a relação com os filhos, esse macaco-velho chamado Coutinho conseguiu inspirar animadas conversas após o término da seção. Nada como um bom filme para fechar a semana. Veja trailer depois do pulo.

Jr*

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Curta happy ended para começar a semana

Hearts and Hotel Rooms

Nada melhor que um happy end para curar momentos de carência. Então curtam o curta-metragem “Hearts and Hotel Rooms” (em inglês), realizado em 2007 por Justin James, com Aaron Harp (Jimmy) e Wesley Tyler (Brian). É meio bobinho mas não deixa de funcionar como mesagem otimista, ideal para começar a semana. Dica do blog Gayclic (em francês).

Jr*

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Filme israelense mistura questão gay com conflito religioso

The Bubble

Juntinho com a chegada do aguardado Os Simpsons às telonas brasileiras, a partir do dia 17 de agosto, outro filme menos circuitão chega chegando. Trata-se de The Bubble, longa israelense dirigido por Eytan Fox.

Ambientado em Tel Aviv, o filme conta a história de três jovens que dividem um apartamento no bairro moderno da cidade. Noam, vendedor de discos, Yali, gerente de um restaurante, e Lulu, aspirante a estilista, formam um trio cosmopolita e descolado que ignora os conflitos que os rodeiam.

É com a chegada de Ashraf, um palestino com quem Noam se relaciona, que o grupo se vê em contato direto com a questão árabe-judaica que atormenta Israel. Nesse momento medo, angústia, desespero, desilusão e revolta surgem colocando em questão a esperança e o amor.

The Bubble é um ótimo filme para ver um pouco como vivem os jovens israelenses meio a eterna guerra religiosa local e a outros dilemas universais, como a homosexualidade.

Também funciona para refletir sobre realidades equivalentes no Brasil. Mesmo sem disputas e atentados religosos, é nítido como algumas pessoas (eu me incluo) vivem em bolhas por aqui. Com certeza é muito mais fácil nos fecharmos em nossas boates, bares e cafés da região dos jardins e outras áreas gay-friendly de São Paulo a encarar a homofobia e os dilemas socioeconômicos de nosso país.

PS: Eytan Fox é o cara responsável pelo filme Delicada RElação (Yossi & Jagger), apresentado no festival de Berlim (2003).

PS2: A atriz Daniela Wircer, no papel de Lulu, é fenomenal!

Jr*

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E a rainha do baile deste ano é… o Joãozinho

Rainha do Baile

Poderia ser mais uma edição do clichê norte-americano das festas de formatura de high school (equivalente ao nosso 2º Grau) não fosse a surpresa na hora de anúnciar a rainha do baile. É que em uma escola em Fresno, nos Estados Unidos, a vencedora do título neste ano foi um garoto, o aluno Johnny Vera, mais conhecido como ‘Crystal’, nome que adotou para sua identidade transgênera.

Segundo matéria do MSNBC.com, Crystal teria se inscrito na disputa apenas para chamar a atenção da escola e de sua comunidade com a intensão de passar uma mensagem positiva de tolerância.

Mas mesmo não sendo o objetivo principal do aluno, a vitória se concretizou servindo como prova do apoio recebido dos colegas de classe.

Notícia lembra roteiro de Brian de Palma

Ao ler essa notícia lembrei do ótimo filme Carrie, dirgido por Brian de Palma e lançado em 1976. Inspirado em um romance de Stephen King, o longa foi um dos primeiros e um dos mais originais a abordar a crueldade nas relações sociais durante a adolescência.

É um filme de terror em que a protagonista é a típica aluna perseguida do colégio. Carrie cai na armadilha combinada entre os outros alunos e acredita na ilusão de ser coroada rainha do baile. Desmascarada a farsa, a personagem se revolta e usa seus poderes telepáticos para se vingar de todos. São cenas clássicas.

A Crystal, de Fresno, é a Carrie da vida real, com a diferença que não há armadilhas. Ela consegue de certa forma personalisar a resposta (por que não dizer a vingança ) aos padrões impostos de beleza e sexualidade. Padrões que alimentam os cruéis e ortodoxos julgamentos juvenis e as práticas de bullying.

Jr*

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Tirem os avós da sala

Brokeback Mountain

Saiu em diversos jornais, revistas e sites norte-americanos o caso dos avós de uma estudante de 12 anos que estão processando a secretaria de educação de Chicago, nos Estados Unidos, pela projeção do filme Brokeback Mountain durante aula para alunos da 8ª série de uma escola de Ashburn.

O filme de Ang Lee, que conta a história de dois cowboys que lutam para esconder seu relationamento amoroso, teria traumatizado a estudante Jessica Turner. Segundo fala do avô Mr. Kenneth Richardson, publicada no FoxNews.com, após assistir o filme sua neta teve que ser submetida a tratamento psicológico.

“É muito importante para mim que minha criança não seja exposta a isso”, teria dito o avô que pede indenização de 500 mil dólares.

Se o filme de Ang Lee é adequado ou não à faixa etária de 12 anos isso é uma questão que deve ser discutida sob a óptica dos critérios da censura. De qualquer forma, acredito que a obra, lançada em 2005 e vencedora de três Oscars, está longe de ser algo traumático. Ao contrário, trata-se de uma forma bastante delicada, poética e nem um pouco vulgar de mostrar como é possível existir uma relação entre pessoas do mesmo sexo.

É por essas e outras que às vezes vejo com certo receio a participação da família em atividades escolares. Tenho medo que o tal voluntariado dos pais, por exemplo, deixe de ser algo complementar passando a interferir na ação dos verdadeiros responsáveis pelas atividades escolares. Antes dos “amigos da escola”, existem os professores, que são em tese os mais preparados para lidar com os alunos.

Jr*

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