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The Rapture, CSS e São Pedro salvam Planeta Terra

The Rapture @Planeta Terra 2007

Lovefoxx pula The Rapture @Planeta Terra 2007

Com ameaça de chuva, ingressos sobrando na bilheteria e cansaço do povo depois de tantos shows que vimos passar na cidade neste segundo semestre, tinha tudo para dar errado o festival Planeta Terra, que rolou em sampa no dia 10 de outubro. Mas com a ajuda de São Pedro e os ótimos shows de The Rapture e CSS tudo acabou dando certo.

Segundo minha humilde opinião o The Rapture foi o melhor show da noite. Mas confesso que hesito em não dar o troféu ao CSS, que fez geral dançar coreôs absurdas e cantar em coro as músicas do primeiro CD. A comoção do público com a presença do grupo paulistano, que há tempos não dava as caras por aqui, era nítida .

Bem mais profissional que há dois anos atrás, o grupo ainda deu uma mostra do que vem por aí tocando uma música nova (que eu gostei!). E Lovefoxx, a vocalista, transformou todos em baixinhos com suas chamadas à la Xuxa: “Vamos lá”, “cadê as mãozinhas”, “1, 2, 3”, “Passando Energia”. OBS: Essa comparação não é absurda e muito menos pejorativa. Foi incrível!

Fora isso deu para curtir os primeiros 30 min da Lilly Allien, que parece bem simpática. Com roupa de brechó e descalça, Lilly entrou no palco fumando um cigarro e com um microfone luxo verde fluorescente. Ah, ela também fez o favor de repetir o que todo mundo reclamava pelos cantos: “What the fuck is going on?”, referindo-se à qualidade do som (única grande falha do fetival). A tenda eletrônica passou batida e o Datarock não empolgou tanto. Os outros eu nem vi.

Jr*

Fotos de Michell Zappa, DaigoOliva/g1, HelenaN

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Pós-Katrina, pancadão Sissy Bounce é novo furacão em New Orleans

Sissy Bounce

Conhecida por exportar grandes nomes do jazz e do blues, New Orleans foi destaque na revista britânica Dazed and Confused de outubro graças a outra cena musical que a cidade norte-americana vê florescer. Vertente de um estilo de Hip Hop típico do sul dos EUA chamado bounce, o novo Sissy Bounce dominou a cidade com suas MCs-drag-queens quebrando tudo, inclusive o tabu do rapper machão.

Entre as características básicas do Sissy Bounce é possível citar as batidas super rápidas. O ritmo, conhecido como Triggaman, é na maioria das vezes um sample ou variação da música “Drag Rap”, do Showboys, que data dos anos 80. E também rola dancinha típica. Definiria aproximadamente os movimentos como algo próximo a um “popozão acelerado”. A Beyonce as vezes tenta fazer algo parecido, mas a Carla Perez talvez seja a referência mais próxima mesmo. Vocais gritados e letras desbochadas completam a receita do hype.

Entre os nomes mais famosos da cena Sissy Bounce está o rapper assumidamente gay Sissy Nobby, o DJ Jubilee e as MCs-Drags Katey Red e Big Freedia. Segundo a matéria da Dazed, o clima das festas é de jogação, com as MCs provocando o público, que responde a altura. A convivência harmônica de gays e héteros também chama a atenção. As meninas costumam ir para trabalhar a musculatura do quadril, e os rapazes vão atrás delas obviamente. E os gays? Bom estes eu não sei direito, mas devem ir para se jogar, por que a gente adora isso né?! Veja vídeo (bem amador) de Katey Red depois do pulo.

Foto – fãs de Katey Red na entrada do clube Spellcaster Lodge, templo do Sissy Bounce em New Orleans.

Jr*

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Føtografia: de Paris à Palestina mostrando a cara do povão

Face 2 Face JR

Meu chará e artista francês, o grafiteiro e fotógrafo JR começou a fazer street art grafitando nos túneis do metro da capital francesa. Mas foi após encontrar um máquina fotográfica abandonada na Paris subterranea que ele descobriu o formato que tornaria sua arte conhecida mundialmente. Depois de espalhar pela cidade imagens dos rostos dos moradores da periferia parisiense, em pleno auge das manifestações em 2005 (lembra das manchetes “Paris em chamas”?), JR viajou ao oriente médio para repetir a idéia entre palestinos e judeus.

A proposta era colocar esses povos cara à cara. O resultado é o projeto Face 2 Face, que estampou auto-retratos gigantes até no muro construído por Ariel Sharon, símbolo da segregação entre arábes e israelienses. “Essas pessoas possuem a mesma aparência, falam a mesma lígua, como irmãos gêmios só que criados em famílias diferentes… é óbvio, mas eles não exergam isso. Precisamos colocá-los frente a frente” descreve JR à revista Nylon Guys.

Com ajuda do companheiro Marco, JR abordou pessoas comuns, como cabeleireiros, taxistas, senhoras de idade e crianças Usou uma câmera 28 milímetros clicando a uma distância de 10 cm do rosto das pessoas. A idéia era pegar risadas e expressões cômicas, que para o criador ajudam a humanizar as pessoas. Veja vídeo sobre o projeto na continuação deste post.

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