Category Archives: Saúde

Ação viral da Dove critica indústria da beleza e vira série hit na web

Na era da corpolatria e da super valorização da beleza estética, a Dove, empresa de cosméticos, inovou em comercial originalmente exclusivo para a Web. Nos moldes de uma campanha viral, o vídeo batizado Evolution critica, paradoxalmente, a megalomania da insdústria da aparência. Com o sucesso atingido na internet, o spot acabou “promovido” à campanha de TV e conquistando prêmio em Cannes.

Foi durante a premiação, em junho deste ano, do Cannes Lyons 2007, que a campanha confirmou a força da internet ao desbancar superproduções feitas para TV. São as idéias superando as diferenças de plataforma e custo. E como tudo que é bom precisa ser reaproveitado pela própria publicidade, a série ganhou continuação.

Na sequência “Onslaught” (algo como “ataque”), a mensagem é destinada aos pais e responsáveis pela educação dos pequenos. “Fale com sua filha antes que a indústria da beleza o faça?”, previne o comercial. Variantes com outros personagens mas seguindo a mesma idéia e ainda paródias também podem ser encontrados em uma busca no YouTube.

Tks Xandy pela a dica!

jr*

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Deuses do rugby francês estrelam campanha contra AIDS

Campanha AIDES contra AIDS

Campanha AIDES contra AIDS 2

Pegando carona no lançamento do calendário 2008 Dieux du Stade e no início da copa mundial de rugby, a associação francesa AIDES lança novas peças publicitárias de prevenção à AIDS estampando os astros do XV de France, como é chamada a principal seleção de rugby francesa.

A idéia é simples: fotos dos rostos dos atletas e frases que questionam o tratamento que os mesmos receberiam caso fossem soropositivos.

A tradução aproximada dos quatro slogans dizem: “Será que estaríamos no XV de France se fôssemos soropositivos?”; “Será que me ridicularizariam se eu fosse soropositivo?”; “Será que me expulsariam se eu fosse soropositivo?” e “Será que romperiam comigo se eu fosse soropositivo?”. Abaixo das falas dos atletas a associação dá a resposta: “É a AIDS que precisamos excluir, não os soropositivos”.

O campeonato mundial de rugby está marcado para começar em 7 de setembro e o calendário homoerótico com os jogadores de rugby franceses será lançado amanhã, dia 6 de setembro. Esse ano foi o fotógrafo new yorkês Steven Klein quem clicou os rapazes. Com oito edições já publicadas, o calendário Dieux du Stade tem parte de suas vendas revertidas para instituições sociais. Veja na continuação do post algumas imagens do ensaio que vazaram na blogosfera.

Jr*

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Proteja-se: imagens que dizem tudo

Campanha de proteção contra a AIDS

Campanha de proteção contra a AIDS 2

Campanha de proteção contra a AIDS 3

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AIDS: holandeses promoviam festa da contaminação

Aids ilustração

Já saíu em vários sites e blogs gringos o caso absurdo de quatro holandeses soropositivos que confessaram à polícia que promoviam festas regadas à GHB para difundirem o vírus da Aids. Após serem drogadas, as vítimas recebiam injeções contendo sangue contaminado.

Os agressores afirmaram ao site Gay.com britânico, que ao menos 10 de suas vítimas foram contaminadas com o vírus, o que leva a conclusão que mais pessoas foram atraídas a participarem das orgias.

O procurador público do caso afirmou, contudo, que não poderá acusar os agressores por homicídio culposo por que “a expectativa de vida das vítimas pode ser extendida com ajuda dos coquetéis de medicamentos”. Os quatro holandeses, dois com 48 anos, um de 33 e outro de 44, estão sendo acusados por lesão corporal grave pré-meditada. (Mais detalhes na segunda parte do post)

Jr*

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Vídeo: hormônios maternos podem interferir na sexualidade

V�deo: hormônios maternos podem interferir na sexualidade

A discussão já é antiga: onde está a origem do homosexualismo? Na educação recebida ou no código genético? O debate foi (re)lançado pelo site do 60 Minutes, que publicou uma dezena de mini-videos que mostram as novas tendências científicas sobre o assunto.

Um dos vídeos traz o exemplo de dois garotos gêmios bivitelínicos que possuem comportamento diametralmente opostos, com um deles sendo afeminado. A diferença seria um sinal da orientação sexual gay nos próximos anos para um deles.

Tal caso reforça a idéia de que a causa não seja externa e sim interna, isto é, no código genético, já que em tese os dois recebem a mesma educação. Mas o que dizer de gêmios univetelínicos com orientações sexuais diferentes? Afinal, estes possuem o mesmo código genético.

Para explicar esses casos os cientistas da reportagem afirmam que o homosexualismo talvez não seja completamente genético e que o ambiente pode sim influenciar nas diferenças comportamentais. Mas eles não fazem referência ao ambiente familiar, e sim ao intra-uterino, onde descargas hormonais da mãe poderiam estar relacionadas ao futuro comportamento sexual do indivíduo. Testes feitos com ratos exemplificam o caso.

As pesquisas também mostram algumas coisas absurdas, como o fator “irmão mais velho”. A idéia defendida é que o número de irmãos mais velhos homens aumentaria a probabilidade do filho caçula ser gay. Análises sobre a forma de falar de gays também podem ter sido mal abordadas pela reportagem reforçando algums preconceitos.

Mesmo assim acho que vale a pena conferir o material. Acima de tudo é ressaltada a idéia de que não se trata de uma escolha. É algo muito maior do que uma simples diferença de preferência sexual, é algo fisiológico, o que de quebra funciona como ótimo argumento anti-homofóbico.

Clique aqui para ver os vídeos (reportagem em inglês).

Jr*

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Gays mais sujeitos a distúrbios alimentares

Há alguns dias a Reuters divulgou material sobre uma pesquisa realizada em Nova York que sugere que homens gays ou bisexuais estão mais sujeitos que os héteros à problemas de distúrbios alimentares. Uma lógica que não atinge mulheres com orientações sexuais diferentes.

As informações colhidas em entrevistas com um grupo de 516 nova-iorquinos, divididos entre 126 homens héteros e o resto formado por homens gays ou bissexuais e mulheres, mostram que 15% dos dos gays e bisexuais masculinos já tiveram algum disturbio alimentar ou sintoma de início de distúrbio. Esse percentual cai à 5% entre os homens héteros.

Segundo o estudo liderado pelo Dr. Matthew Feldman, do National Development and Research Institutes, são problemas como bulimia, anorexia ou Compulsão alimentar periódica (CAP).

abdominal

A diferença perde em expressividade entre as mulheres, com pouco menos de 10% entre lésbicas ou bisexuais declarando problemas e cerca de 8% de mulheres héteros que assumem terem passado por problemas referentes a alimentação.

Uma das possíveis conclusões para explicar a diferença é que homens gays possuem ideais de beleza diferentes, e assim como as mulheres em geral, se sentem mais pressionados a estarem magros.

Dietas, academia, roupas…. e onde fica a auto-estima?

Em matéria da última edição da revista francesa Têtu, o pisciquiatra Christophe André ajuda a entender um pouco mais essas diferenças evidenciadas pela pesquisa norte-americana.

Ele explica em entrevista que o cuidado com o corpo é legítimo pois vivemos em uma sociedade e trata-se de uma educação mínima o fato não ter uma aparência muito repugnante (estar limpo ao menos). Funciona como um ingresso para se estabelecer o contato social entre indivíduos.

Contudo, o cuidado exagerado com a aparência denúncia uma fragilisação da auto-estima. Essa fronteira é ultrapassada quando o indivíduo passa fazer vigília à reação que ele mesmo provoca em terceiros.

André usa o exemplo dos fashions victims que ao chegarem em qualquer lugar fazem antes de mais nada aquele check-up nos looks dos outros. A pessoa observa todos à fim de ser obervada por estes.

É nessa fase em que ele acredita que se entre em área de risco, pois é sinal de que se conta unicamente com a aparência física para agradar, impressionar ou seduzir.

A supervalorisação da aparência externa é algo incontestável de nossos tempos. Segundo André, autor do livro “Imparfaits, libres et hereux: pratiques de l’estime de soi” (Imperfeitos, livres e felizes: práticas de auto-estima), o avanço dos distúrbios alilmentares é evidência disso.

Ele conta que a Bulimia era algo raríssimo até os anos 50 e que começou a crescer entre as mulheres a partir do momento em que o corpo feminino foi sendo mais usado como objeto promocional. Com a superexposição um pouco mais tarde do corpo masculino na publicidade, o distúrbio chegou aos homens, primeiramente entre os homosexuais, que seriam mais vulneráveis às pressões sociais referentes à aparência.

Jr*

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