Category Archives: Tolerância

Criando lhamas e depilando a barba

Vodpod videos no longer available.

Você já imaginou um transexual criador de lhamas? Pois é com esse personagem atípico que o documentarista Jules Stevens revela de um jeito sensível e realista os dramas enfrentados por esse grupo de pessoas que muitos preferem ignorar. Além de mostrar como é ser encarado como um ET em uma área tipicamente rural, o mini-doc exibe momentos simples e ao mesmo tempo fortes, como quando o protagonista visita seu cirurgião plástico para uma seção de depilação a laser.

Fonte: Descobri o filme no Current TV. Alimentado com conteúdo criado pelo usuário, o site conta com um sistema de votação pública dos vídeos. Os filmes mais apreciados sobem na hierarquia da página e podem ir para na TV de fato. Esqueça o YouTube!.

Jr*

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Quando a Veja toca no assunto que seus leitores preferem ignorar

Bruno Chateaubriand

Imaginem pais e mães da classe média brasileira lendo o depoimento de um gay bem mais tangível que os casais acépticos das novelas da Globo. Para mim e talvez para você leitor do Blog do Júnior as falas de Bruno Chateaubriand, o último entrevistado da seção Páginas Amarelas da revista Veja, não sejam tão inovadoras assim. Mas se pensarmos no público leitor da revista mais importante do Brasil, a entrevista que o jovem jornalista e empresário de ginastas olímpicos concedeu ao semanal da Abril ganha uma importância incontestável.

Nascido em família de classe média alta (a avó materna era prima do magnata da imprensa Assis Chateaubriand)”, Bruno é figura conhecida no Rio de Janeiro. Na matéria, a Veja afirma que o rapaz foi responsável pelo reveillon mais disputado da capital carioca, que aconteceu no apartamento, em Copacabana, que divide com o maridão André Ramos. Só é uma pena que nem nas festas em sua própria casa Bruno consiga beijar seu André, por puro constragimento com os convidados. Depois de falar à Veja, já está na hora de superar isso né Bruno!

Vale a pena ler.

Jr*

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Organização inglesa dá recado simples e direto contra a homofobia – Supere!

Stonewall

A organização inglesa Stonewall lançou recentemente campanha contra a homofobia focada no público jovem britânico com o slogan “Some people are gay. Get Over it!”. O recado, que podemos traduzir como “Agumas pessoas são gays. Supere!”, foi estampado em cartazes auto-colantes e cartões postais enviados a 5 mil estabelecimentos do ensino médio.

Simples, direto e cru, o recado é reforçado pela presença do ator gay John Barrowman (das séries Dr Who e Torchwood).

Jr*

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Pós-Katrina, pancadão Sissy Bounce é novo furacão em New Orleans

Sissy Bounce

Conhecida por exportar grandes nomes do jazz e do blues, New Orleans foi destaque na revista britânica Dazed and Confused de outubro graças a outra cena musical que a cidade norte-americana vê florescer. Vertente de um estilo de Hip Hop típico do sul dos EUA chamado bounce, o novo Sissy Bounce dominou a cidade com suas MCs-drag-queens quebrando tudo, inclusive o tabu do rapper machão.

Entre as características básicas do Sissy Bounce é possível citar as batidas super rápidas. O ritmo, conhecido como Triggaman, é na maioria das vezes um sample ou variação da música “Drag Rap”, do Showboys, que data dos anos 80. E também rola dancinha típica. Definiria aproximadamente os movimentos como algo próximo a um “popozão acelerado”. A Beyonce as vezes tenta fazer algo parecido, mas a Carla Perez talvez seja a referência mais próxima mesmo. Vocais gritados e letras desbochadas completam a receita do hype.

Entre os nomes mais famosos da cena Sissy Bounce está o rapper assumidamente gay Sissy Nobby, o DJ Jubilee e as MCs-Drags Katey Red e Big Freedia. Segundo a matéria da Dazed, o clima das festas é de jogação, com as MCs provocando o público, que responde a altura. A convivência harmônica de gays e héteros também chama a atenção. As meninas costumam ir para trabalhar a musculatura do quadril, e os rapazes vão atrás delas obviamente. E os gays? Bom estes eu não sei direito, mas devem ir para se jogar, por que a gente adora isso né?! Veja vídeo (bem amador) de Katey Red depois do pulo.

Foto – fãs de Katey Red na entrada do clube Spellcaster Lodge, templo do Sissy Bounce em New Orleans.

Jr*

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Campanha contra homofobia causa polêmica na Itália

Campanha contra homofobia

Uma campanha contra a homofobia está dando o que falar na Itália. Lançada pelo governo da região da Toscana, a propaganda mostra um recém-nascido com uma pulseira grafada “homosexual” ao invés do nome e do sexo. O slogan “A orientação sexual não é uma escolha” resume a mensagem que os idealizadores quiseram passar.

Segundo matéria da BBC Brasil a idéia dos criadores é de difundir que a origem da homossexualidade, seja ela genética ou social, não é uma escolha. A imagem do bebê teria sido escolhida para que as mães pudessem levar em consideração a possibilidade de que os filhos que carregam no ventre sejam homossexuais.

A extrema direita do governo italiano reagiu imediatamente acusando a propaganda de facista e solicitando a retirada dos cartazes. As imagens foram coladas em muros, lugares públicos e na entrada de escolas. A matéria na íntegra pode ser conferida no site da BBC Brasil.

Jr*

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Irã, um país onde não existem gays

Charge presidente do Irã

Foi durante palestra para 600 estudantes norte-americanos, que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se esquivou ontem, segunda 24 de setembro, de uma pergunta sobre o tratamento reservado aos gays e lébicas em seu país. “No Irâ, nós não temos homosexuais como no país de vocês”, declarou o chefe do país islâmico aos jovens da Universidade de Comlúmbia, que reagiram com gargalhadas e gritos. “Nós não passamos por esse fenômeno. Eu não sei quem contou a vocês que isso existe em nosso país”, completou Ahmadinejad.

A Comisssão internacional dos direitos humanos dos gays e lésbicas (IGLHRC) condenou imediatamente tamanha negação da realidade. “É extremamente infeliz, que o presidente Ahmadinejad, face a platéia de uma pretigiosa universidade para dizer a verdade sobre seu país, se exprima com tamanha falta de honestidade sobre a situação dos direitos humanos no Irã”, declarou a presidente da IGLHRC, Paula Ettelbrick, se referindo à habitual prática de condenar a forca os homens e mulheres homosexuais do Irã.

Veja vídeo depois do pulo.

Jr*

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Com nome certo :), nova revista gay brasileira chega às bancas – UPDATED

Junior

Não leitores essa não é minha revista, apesar dos nomes coincidirem. Mas conheço algumas pessoas que trabalharam muito para ver esse produto nas bancas e por isso faço questão de divulgar.

Ainda me lembro de quando, há cerca de um ano, alguns amigos comentaram desse projeto e do nome, Júnior. Me senti mega homenageado. Ok, eu divido esse sentimento com o meio mundo de filhos que herdaram o nome do pai.

Brincadeiras a parte, a proposta da Junior é bem bacana e deverá tampar uma lacuna no mercado de revistas brasileiro, a do público gay que não se contenta com o universo bíceps, tríceps e quadríceps (exagerei?). Isto é, o gay que quer informação trabalhada e apurada.

Vou parar com o baba ovo por que nem eu comprei a minha ainda então sou suspeito. Mas to apostando na idéia.

Boa sorte Marcelo Cia e todos do MixBrasil.

PS: Enquanto isso a especulada Romeo, da editora Abril, adormece na gaveta.

Updated ( 23/09) – A análise

Demorou alguns dias mas finalmente comprei um exemplar da nova revista Junior. Em uma única sentada foi possível ler o material de cabo a rabo. Na minha humilde opinião o saldo é positivo apesar de achar que muito ainda pode ser feito.

Gostei bastante da matéria “Boys Wanna dance”, que traz o perfil de alguns bailarinos brasileiros fotografados em peças de novos estilistas, e também da entrevista com o uruguaio Dani Umpi (não conheço e me deu bastante vontade de correr atrás). Stéphane Malysse assina ótimo artigo sobre a “corpolatria” da sociedade atual e a escolha do modelo Lucas Pitioni, que está na capa, também foi tiro certeiro. Simplesmente lindo!

A matéria “Conversa afiada” não me agradou. Achei cansativo o modelo de texto adotado. Meio solto demais, meio conversa de boteco. Muitos detalhes desinteressantes acabam valorizados para sustentar essa tal “conversinha” com os convidados. E detesto entrevista sem uma apresentação razoável dos entrevistados.

O design também poderia ter sido mais ousado. Principalmente na capa, que não se destaca em banca. Nem a beleza de Lucas salvou o enquadramento batido e a chamadinha “3,2,1 … blá blá blá”. O editorial “Jeans Glam Jeans” até começa bem mas não ultrapassa as quatro páginas (hein?). E alguns erros de digitação acabam estressando um pouco, mas nada que uma revisão a mais não resolva.

Por se tratar da primeira edição, e também de um mercado tão carente, acho que a revista se sai bem. O vendedor da banca onde comprei a minha até disse que tinha vendido bastante. Mas não sei se eu assinaria, por exemplo. Ainda preciso ser convencido mais um pouco. Vamos esperar as próximas.

Jr*

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