Monthly Archives: Abril 2007

Briga de bar: Amy Winehouse vs Peter Doherty

Amy Winehouse e Peter Doherty

Eles são de tribos diferentes mas se depender das histórias contadas pelos tablóides britânicos, nínguem se espantaria em encontrar Peter Doherty e Amy Winehouse juntos numa mesa de bar, ou melhor, de um pub.

É que tanto o roqueiro, ex-Libertines e líder do Baby Shambles quanto a musa inglesa do R’n’B fazem a felicidade das revistas de fofoca inglesas dando mostras frequentes de pileques homéricos.

Doherty, que já foi preso por porte de drogas e internado em clínica de desintoxicação, está há algum tempo pagando de bom moço. Ele é a capa da edição de março da revista Vogue Hommes International, que chama o cantor e compositor de “craque”. No editorial, clicado por Mario Testino, ele ainda afirma ter dormido com tiozões em um preríodo de sua vida para conseguir dinheiro para comprar drogas.

Amy Winehouse, que assume ter escrito seu primeiro albúm sob efeito de maconha, acaba de lançar seu segundo disco, o “Back to Black”. O novo trabalho, que segundo a cantora também contou com a ajuda de etílicos, é simplesmnte delicioso de ouvir. Com uma voz abençoada, Winehouse poderia até ser chamada de musa do soul moderno.

Pelo que pesquisei na blogosphera, a moça também parece ter chamado a atenção em sua apresentação durante o festival de música californiano Coachella.

Polêmicas a parte, os dois são frutos da efervecência que ecoa de Londres para o mundo. Confira abaixo um remix do primeiro single de Back to Black e em seguida o hit Fuck Forever do já não tão novo álbum Down In Albion, do Baby Shambles.

Rehab (Hot Chip Remix) – Amy Winehouse

Fuck Forever – Baby Shambles

Jr*

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Filed under Música

Gays mais sujeitos a distúrbios alimentares

Há alguns dias a Reuters divulgou material sobre uma pesquisa realizada em Nova York que sugere que homens gays ou bisexuais estão mais sujeitos que os héteros à problemas de distúrbios alimentares. Uma lógica que não atinge mulheres com orientações sexuais diferentes.

As informações colhidas em entrevistas com um grupo de 516 nova-iorquinos, divididos entre 126 homens héteros e o resto formado por homens gays ou bissexuais e mulheres, mostram que 15% dos dos gays e bisexuais masculinos já tiveram algum disturbio alimentar ou sintoma de início de distúrbio. Esse percentual cai à 5% entre os homens héteros.

Segundo o estudo liderado pelo Dr. Matthew Feldman, do National Development and Research Institutes, são problemas como bulimia, anorexia ou Compulsão alimentar periódica (CAP).

abdominal

A diferença perde em expressividade entre as mulheres, com pouco menos de 10% entre lésbicas ou bisexuais declarando problemas e cerca de 8% de mulheres héteros que assumem terem passado por problemas referentes a alimentação.

Uma das possíveis conclusões para explicar a diferença é que homens gays possuem ideais de beleza diferentes, e assim como as mulheres em geral, se sentem mais pressionados a estarem magros.

Dietas, academia, roupas…. e onde fica a auto-estima?

Em matéria da última edição da revista francesa Têtu, o pisciquiatra Christophe André ajuda a entender um pouco mais essas diferenças evidenciadas pela pesquisa norte-americana.

Ele explica em entrevista que o cuidado com o corpo é legítimo pois vivemos em uma sociedade e trata-se de uma educação mínima o fato não ter uma aparência muito repugnante (estar limpo ao menos). Funciona como um ingresso para se estabelecer o contato social entre indivíduos.

Contudo, o cuidado exagerado com a aparência denúncia uma fragilisação da auto-estima. Essa fronteira é ultrapassada quando o indivíduo passa fazer vigília à reação que ele mesmo provoca em terceiros.

André usa o exemplo dos fashions victims que ao chegarem em qualquer lugar fazem antes de mais nada aquele check-up nos looks dos outros. A pessoa observa todos à fim de ser obervada por estes.

É nessa fase em que ele acredita que se entre em área de risco, pois é sinal de que se conta unicamente com a aparência física para agradar, impressionar ou seduzir.

A supervalorisação da aparência externa é algo incontestável de nossos tempos. Segundo André, autor do livro “Imparfaits, libres et hereux: pratiques de l’estime de soi” (Imperfeitos, livres e felizes: práticas de auto-estima), o avanço dos distúrbios alilmentares é evidência disso.

Ele conta que a Bulimia era algo raríssimo até os anos 50 e que começou a crescer entre as mulheres a partir do momento em que o corpo feminino foi sendo mais usado como objeto promocional. Com a superexposição um pouco mais tarde do corpo masculino na publicidade, o distúrbio chegou aos homens, primeiramente entre os homosexuais, que seriam mais vulneráveis às pressões sociais referentes à aparência.

Jr*

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Sexxxquenta!!!!!

Houve uma época (nem faz mto tempo assim) em que sexta-feira era dia de ritual-faxina-clubber-esquenta. Hum?

É que eu chegava em casa depois do estágio (ou da faculdade quando tinha forças para dar as caras por lá depois do expediente) e logo ligava o som bem alto.

Começava então com um tapa na bagunça acumulada durante toda a semana, depois um banho e enfim me arrumava para alguma balada em SP (rolou uma fase com bastante D-edge e depois outra com muito Vegas).

Parece algo bem banal mais era sempre bem animado. Ali sozinho já ía dançando e me preparando para noite. Normalmente amigos passavam e curtiam um pouquinho o Chill in improvisado. Só saíamos depois de alguns (vários) copos de Smirnoff com Delvalle (nunca tinha gelo!!!).

Tudo para falar que sexta é dia de esquenta no Blog do Jr. Sempre com uma sugestão de música alto astral, o post semanal batizado de Sexxxquenta quer ajudar o leitor a compor a trilha ideal do aquecimento para o final de semana (vale carão em frente ao espelho!).

E a estréia é com os meninos do Simian Mobile Disco, da dupla de James, Ellis Ford e Anthony Shaw, que vêem da Inlgaterra (claro!). Quem não se lembra do mix de “Never be Alone”, do Justice? Pois é, são eles os caras por tràs do hit.

Depois disso, já rolaram remixes para Air, Klaxons, Muse, e outros singles próprios, como Hustler, que ficou conhecido o ano passado e que destacamos aqui. Atenção! Esse clipe pode literalmente esquentar geral algumas leitoras/leitores.

O primeiro album do SMD está prometido para 18 de junho. Quem estiver em SP no início de maio e tiver pique para enfrentar a multidão que sempre lota o Skolbeats, eles são uma das atrações do festival que vale a pena presenciar.

Esse vídeo me dá vontade de fazer a brincadeira de passar o gelo!

Jr*

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What a Fuc@#µø…. Pílula heterolizante!!!

A última da indústria farmaceutica norte-americana: uma pilula que promete curar a doença crônica do BDG (sigla para Big Gayer Disease).

Não é brincadeira! Trata-se de um medicamento, batizado como Hetracil, que promete por fim às tendências homosexuais de seus adeptos.

P�lulas

E a criatividade não se restringe aos nomes criados para a doença e remédio. Vejam o que os fabricantes da droga “anti-efeminadora” afirmam em site de divulgação: “Mais de 80 milhões de norte-americanos sofrem com algum tipo de homosexualidade, e um a cada oito indivíduos precisam de tratamento contra o homosexualismo durante suas vidas”.

Mas como saber se você é um no meio dessa multidão de enfermos? Basta seguir o infalível dianóstico de Hetracil:

“O homosexualismo é diagnosticado apenas quando (fantasias sexuais com outros homens) ocupam ao menos uma hora do dia, são agoniantes e interferem em sua vida diária”.

Viu como é fácil? Nem é preciso ir ao hospital para fazer o teste. Basta ligar o cronômetro do seu relógio. É mais fácil que tirar a temperatura, parafraseando texto do blog do Pinknews.co.uk, que chamou a atencão para o assunto.

Se você tem estômago para tanta asneira, e entende um pouco de inglês, vale uma visita ao site do fabricante.

Jr*

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França dividida

Depois de mais de uma década no poder é chegada a hora de Jacques Chirac (alguém lembra de outro presidente francês?) passar a bola.

Mas por que estamos falando disso aqui? Simplesmente por que as eleições de 2007 na França já entraram para a história por terem se configurado como um verdadeiro embate inédido de pensamentos, com os dois principais candidatos defedendo propostas que chegam a ser diametralmente opostas em alguns casos.

Mais do que escolher um novo presidente, os franceses farão nos próximos dias uma verdadeira escolha de sociedade. E é claro que tudo isso passa pelos direitos que concernem os homosexuais. Veja os perfis dos candidatos eleitos no domingo (22/04) para o segundo turno:

Ségolèle Royal e Nicolas Sarkozy

Ségolène Royal: Com 25,1% dos votos em primeiro turno (segundo a boca-de-urna), a candidata do Partido Socialista defende uma completa igualdade de direitos entre homosexuais e heterosexuais. Por isso ela se diz disposta à apoiar a implantação do casamento civil para casais do mesmo sexo e também da adoção por casais de gays ou lésbicas.

Nicolas Sarkozy: com 29,6% dos votos em primeiro turno, o representante do partido de direita UMP defende a criação de um novo tipo de união civil direcionado aos casais homosexuais. Com direitos e obrigações semelhantes ao do casamento civil, a união civil proposta por Sarkozy se difere unicamente por ser algo assinado em prefeituras e não nos tribunais de instância. Militantes mais radicais o criticam de propor algo que só vai segregar ainda mais os casais de mesmo sexo e que privaria gays e lésbicas do valor simbólico e precioso que cerca a instituição “casamento”.

No que concerne à adoção, o candidado acha precoce a igualdade de direitos e defende uma simples revisão do “Statut du Beau Parent” (algo como “o código do padastro”). Nessa revisão seriam incluídos termos que garantiriam ao parceiro o vínculo legal com a criança em caso de morte de seu pai/mãe adotivo (impossível não lembrar do caso Cassia Eller!).

Em enquete do blog em francês GayClic.com, Ségolène é a preferida dos leitores, com 70,8% de cliques à seu favor e contra 29,2% que preferem Sarkozy.

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Sem chances de pedir açúcar…

Uma pesquisa coordenada por professores da University of Ulster, na Inglaterra, mostra que nós gays ainda estamos longe da boa convivência em nossas vizinhanças. Na Irlanda do Norte, por exemplo, 36% da população não gostaria de ter gays como vizinhos.

Vizinhança Intolerante

Tudo bem que gostamos de umas festinhas, mas nem o rei das Pool Parties consegueria ser desaprovado assim por seus colegas de rua.

Brincadeiras à parte, a pesquisa entitulada “Love Thy Neighbour: How Much Bigotry is there is Western Countries” mostra outras altas taxas de intolerência, como na Itália, onde 28.7% não querem homossexuais na casa ao lado.

A lista segue com República da Irlanda (27.5%) Grécia (26.8%), Austria (26.7%), Portugal (25.6) e Australia (24.7%).

O que chama mais atenção para o caso da Austrália é que os números caem bastante quando referentes às outras minorias. Apenas 4,6% afirmam se incomodar em ter como vizinhos pessoas de uma raça (alguém ainda fala assim?) diferente e 4,5% não gostariam de ter imigrantes por perto.

Normalmente lindos (ok, isso foi um comentário bem pessoal), os suecos também dão aula de tolerância. Segundo a mesma pesquisa, apenas 6% da população da Suécia se incomodaria em ter como vizinho um gay.

Pescados no site do Herald Sun australiano, os dados da pesquisa foram publicados primeiramente pelo jornal especializado em economia Kyklos.

Jr*

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Web: salvação dos retardatários

Para quem não foi conferir in loco a exposição dos artistas de rua os gêmios, que rolou no segundo semestre do ano passado na galeria Fortes Vilaça, em São Paulo, vale a pena dar uma espiadinha nas páginas do Flickr de Lu Terceiro, que tirou ótima fotos da mostra.

Conhecidos já há algum tempo no cenário de Street art internacional, a dupla paulistana os gêmios é famosa por misturar urbanidade com cultura popular.

os gêmios

Pelas fotos, dá para ver que eles deram uma verdadeira repaginada na galeria durante o período em que ficaram expostos. O próprio prédio da Fortes Vilaça, situado na Vila Madalena, se transformou em uma enorme cabeça amarela, referência recorrente no trabalho dos artistas.

Eu também não pude ver a exposição ao vivo, mas tenho o hálibi de estar fora do Brasil. Por isso me joguei na dica dada por Guilherme Felliti, jornalista e pesquisador em web 2.0 brasileira, que sedia o ótimo blog Chá Quente, de onde essa nota foi carinhosamente “chupinhada”.

Jr*

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